Mais auto estradas para quê?

Este rapaz que deve viver prós lados de Cascais, ou então na linha de Sintra, ou no outro lado do rio Tejo, ou na pior das hipóteses prós lados de Vila Franca de Xira, questiona com aquele ar de Geek (ver foto).

Os habitantes de Beja ou de Bragança também pagam impostos, como se este argumento não bastasse, têm direito a chegar aos centros de decisão tão rapidamente como o rapaz Raposo chega, são cidadãos de Portugal como Raposo é, talvez um pouco mais inteligentes, digo eu.

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Sobre Elisiário Figueiredo

Camaradas...! Eh, camaradas...! ouvi, Que vou dizer-vos quem sois, Pois vou dizer-vos quem sou.
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7 respostas a Mais auto estradas para quê?

  1. Esse argumento não faz qualquer sentido, porque:

    – Se vamos falar em direitos, não fazemos a autoestrada de certeza porque vamos ver que direitos de cada um dos habitantes de Cascais, sul do tejo ou linha de sintra que ainda não estão cumpridos, e os de Bragança vão esperar até à eternidade porque, de certeza, não me está a querer dizer que um abstracto direito de “acesso aos centros de decisão” se sobrepõe ao direito à saúde, à segurança e à educação, pois não?

    – Depois, o facto de não haver dinheiro para a educação saúde etc… não o faz pensar que, se calhar o “acesso aos centros de decisão” ficará para depois?

    – E, “the last but surely not the least”, se é o “acesso aos centros de decisão” que está em causa, porque é que não passam a decidir em Bragança?

  2. O centro de decisão não é exclusivamente politico / administrativo, pode ser “aquele” médico, pode ser o espectáculo, pode ser qualquer coisa que não seja o politico / administrativo.

    Não vale a pena andar a querer descentralizar os meios de produção se não se criarem estruturas viárias rápidas e seguras, não vale a pena “convidarem-me” para investir em Bragança quando perco meio dia para chegar ao centro decisório do norte, para ir por exemplo, ao porto de Leixões acompanhar “aquela” encomenda, com os custos acrescidos que tem, em deslocações e tempo.

    Os habitantes de Bragança têm direito porque pagam impostos, ou seja, pagaram as autoestradas que passam à minha porta, à sua porta, à porta do Reis Soares e à porta de milhão e meio de habitantes da grande Lisboa, e não têm uma auto estrada à porta deles quando os políticos, todos, da esquerda à direita, reconhecem que para atrair investimento é necessário boas redes viárias.

    Não há dinheiro para auto estradas, TGV, ensino ou para a saúde, não há dinheiro para nada, se por acaso existissem eleições legislativas e se por um outro acaso o PSD viesse a ganha-las, aparecia o dinheiro para o TGV para as auto-estradas para o aeroporto e para mais qualquer coisinha.

  3. Elisiário,

    Isso é tudo treta. Se a decisão sobre Bragança estivesse em Bragança não precisavam de autoestradas para nada. Mas tudo bem, vamos ver quantas pessoas vivem aqui, quantas vivem em Bragança e vamos distribuir direitos…Ora Elisiário, autoestradas significa roubo. Apenas! E não venha depois falar-me em salários baixos, ajuda aos mais necessitados e tretas do género. Quer isso, vá pedir ao Jorge Coelho e aos outros mafiosos todos que abicharam o dinheiro do “estado social”

  4. Alguém tem de fazer as estradas, estou-me a cagar pró Coelho ou para outro Coelho qualquer, o que é melhor é a estrada ser feita pela empresa do Coelho ou feita por uma empresa Espanhola ou Francesa ou Suíça?, deixe de parte as empresas de construção, isso agora não interessa, pronto, somos nós os dois que vamos fazer a estrada.

    Mesmo com “um” centro decisório em Bragança a estrada é necessária, a minha empresa vive de importações e exportações e está sediada em Bragança, como Bragança “ainda” não tem um porto de mar eu tenho que me deslocar a Leixões.

    Aqui vivem mais pessoas e quanto menos fizermos pelas Braganças mais pessoas vêm viver para aqui, e mais centros urbanos criamos aqui, e mais autoestradas temos que construir aqui, o Coelho tá-se a cagar, não constrói nas Braganças? não faz mal constrói aqui.

  5. Elisiário,

    Porque é que não coloca na Covilhã? Ou em Évora? Ou em Viseu? Pela sua lógica, deveriam ser centros empresariais borbulhantes.
    Desde Fontes Pereira de Melo que se sabe que as vias de comunicação para o interior só aproximam o interior. Mais nada. Se o interior tiver alguma coisa a produzir, fixe, senão apenas faz com que as metérias.primas e os terrenos fiquem mais próximos do litoral. Consequentemente, deixa de haver (as que restavam) razões para ir para o interior, pode ficar no litoral.
    A autoestrada só faria sentido se existisse essa decisão em Bragança. o que significa que meter estes milhares de milhões de euros em Bragança e dizer-lhes “se quiserem gastem numa autoestrada, senão gastem em coisas que precisam”. Se daí saísse uma autoestrada (que duvido muito, muito…) então haveria uma autoestrada.

    Sabe Elisiário,todo o poder local reclama por autpestradas e estádios se isso sair do orçamento do estado. Quando é do orçamento deles, encontram milhares de coisas mais importantes para fazer. E bam.

  6. Camarada Toni

    A desertificação do interior é uma preocupação dos Governos, fixar população no interior é uma medida de bom senso e faz com que a riqueza de um pais seja distribuída de forma equitativa, mas para ter efeito é necessário existir uma rede de estradas satisfatória, um exemplo é o caso de Viseu, tem uma boa rede de estradas e tem um sector empresarial vivo, Évora não é melhor “terreno” do que Beja no entanto tem um sector produtivo mais amplo porque está perto de uma rede viária de acesso a Lisboa e a outros centros, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve.

    O poder local não tem condições para fazer autoestradas, uma auto estrada é uma obra pluri concelhia, a auto estrada por si só, sem uma politica de ordenamento do território não faz sentido, mas tem que começar por algum lado, é a história do ovo e da galinha, no meu entender primeiro faz-se a ligação com o interior, depois criamos as condições.

  7. Camarada Elisiário,

    Se as estradas fizessem alguma coisa pela desertificação do interior já tinham feito.

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