Ah, pronto…

…se vivêssemos um regime neoliberal de salve-se quem puder isso é que era mau. Agora, estarmos todos mais pobres e sem emprego, sem que o BMW do Teixeira dos Santos tenha menos gasóleo no depósito não me parece problemático no nosso estado social. Afinal, não é por haver mais pobres e desempregados que o nosso regime deixa de ser um regime europeu de respeito pelo próximo. Já agora, alguém consegue fazer a ligação entre os lucros dos bancos, a taxa de desemprego e a nosso regime em que o estado que gasta 50% do PIB? Deve ser culpa dos neoliberais vendidos ao grande capital, de certeza, vamos cobrar mais impostos!

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Sobre Tonibler

Um vintém será sempre um vintém, um cretino será sempre um cretino
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7 respostas a Ah, pronto…

  1. Camarada

    O regime não é neoliberal, o governo é que aplica politicas neoliberais, aquela coisa que o Blair “inventou” da 3ª via não é mais nem menos do que um conjunto de políticas neoliberais adocicadas.

    Vamos fazer um pouco de história.

    A matriz ideológica dos partidos deveria ter paralelismo com as politicas que aplica, o que não se passa, o governo do Sócrates é um governo neoliberal, as politicas que aplica são neoliberais com um pouco de “social” pelo caminho.
    Ao longo dos tempos o PCP conseguiu empurrar o PS para a direita vindo este a ocupar o espaço ideológico do PSD e dando espaço ao nascimento do BE, o esvaziamento ideológico do PSD por parte do PS deu lugar ao incremento do CDS, os valores obtidos nas ultimas eleições são o exemplo disso, conforme o camarada diz, e muito bem, o PS não ganhou as eleições, o PSD é que as perdeu, e perdeu porque ficou sem espaço ideológico, ora a matriz ideológica do PSD confunde-se com a do PS, logo a argumentação politica torna-se difícil para o PSD.

    Vamos deixar de parte o BMW do Teixeira dos Santos e falarmos daquilo que interessa, Portugal é um pais muito dependente das economias terceiras, Espanha França e Alemanha são os mercados para onde nós exportamos grande parte daquilo que produzimos, sabendo que não temos grandes industrias nem marcas de reconhecida mais valia, temos alguns produtos onde somos bons, por exemplo, sapatos, bicicletas, moldes para a industria plástica, cortiça e alguns produtos agrícolas que se “estavam” a impor, o vinho e o azeite entre outros. A crise mundial veio baralhar isto tudo, as contas públicas até finais de 2008 iam por bom caminho, o deficit estava abaixo dos 3%, eu sei que era mérito da receita e não é isso que se quer.

    Acho que é unânime que a culpa desta crise é dos bancos, vendiam produtos extremamente elaborados que muitas das vezes não correspondiam ao real valor, alguns chamaram a isto “economia de casino”, em Portugal o indevidamente das famílias deve-se a crédito dado a todos e de forma indiscriminada, o critério era um, vender mais que o concorrente ali do lado, o exemplo é o do crédito à habitação + mobília + carro + férias, tudo a pagar a 30 anos e como bónus um cartão de crédito para fazer baixar o spread, tá claro que agora está tudo enrascado, o marido ficou desempregado e a empresa dela está em layoff, o infantário já não se paga a não sei quantos meses e a casa vai pelo mesmo caminho.

    O estado tem aqui uma responsabilidade acrescida e não vale a pena ir buscar o regulador porque o regulador fez aquilo que a banca pedia, se bem se lembra era “mote” constante, quer por parte dos banqueiros quer por parte dos “opinion maker” que o melhor regulador era o mercado, Ulrich chegou a queixar-se da quantidade de papeis que tinha de preencher para mandar para o BdP, como se fosse ele que os tivesse de preencher ou como isso se passa-se assim, a responsabilidade do estado nesta matéria é crucial para que não se deixe cair na falência as famílias portuguesas, o estado tem que implementar um conjunto de medidas de apoio às famílias assim como também às empresas para que o desemprego não avance mais, assim como apoio à criação de emprego, ao incremento das exportações, ajudando empresas a criar produtos com mais valia absoluta, no apoio à criação de marcas e apoio no estrangeiro com campanhas de Marketing bem elaboradas, se para efectuar estes apoios for necessário o estado “gastar” 50, 60 ou mesmo 70% do PIB que se gaste, porque não é um “gasto” é um investimento para que de uma forma sustentada possamos no futuro não estar tão dependentes de terceiros.

    A cidadania plena atinge-se quando tomamos consciência das obrigações que temos, mais do que os direitos, e uma delas é Solidariedade.

  2. Ok…Como é que isso bate com o facto dos pobres estarem cada vez mais pobres quando o estado gasta 50% da riqueza do país e o défice ter chegado quase a 10%? É o PS que rouba? Ou são essas ideias que afinal não funcionam? Penso que mandar as pessoas para o desemprego não coincide com a sua ideia de solidariedade, certo?

  3. Porque uma coisa não tem a ver com a outra, veja o caso da Irlanda ou da Inglaterra, gastam mais e têm menos pobres.

    As ideias, as minhas ideias funcionam, não são é aplicadas, falta de tomates, os governos têm medo de serem Socialistas, veja o caso do Obama, quer fazer a reforma do sistema de saúde chamaram-lhe logo Socialista, coitado nem sabe o que isso é.

  4. Tem, claro que tem. Se o estado gasta 50% com 10% de défice e cada vez mais pobres, isso significa que acabou. Mais dinheiro gasto pelo estado, mais pobres, mais défice.

    Medo de serem socialistas é o quê? Passamos todos a funcionários públicos? Realmente, também tenho direito. Vou entregar o pessoal à segurança social e vou reclamar o meu lugarzinho que também sou filho de deus. Vamos todos ser socialistas e acabar com a chulice. Vamos todos ser chulos!

  5. SE acha que o Socialismo é isso?! quem sou eu para o contrariar…

    Acho é que o camarada pensa que o socialismo é aquilo que se passava na URSS, mas isso não era socialismo isso era capitalismo de estado, alias é o que se passa na China.

  6. Elisiário, quer que o estado ainda gaste mais que os 50%. Até pode gastar 100%, vamos todos trabalhar para o estado. Ou há moralidade ou comem todos, certo? Porque carga de água as pessoas se andam a esforçar se a ideia é tirarem-lhes o dinheiro para encher exactamente quem gera défice? É muito socialista pensar que vai haver sempre uns totós fora do estado para pagar mandriões (50% não chega???). Não há, o que há são mais uns milhares valentes de desempregados na rua cada vez que aumentam os gastos do estado. Isso é que há.

  7. Discutir isto é discutir o “sexo dos anjos” pode-se gastar 100% e serem bem investidos ou só 20% e serem mal investidos.

    Quanto se gasta para manter a “máquina” em funcionamento? quais os sectores imprescindíveis e quanto consomem? que obras publicas são necessárias e fundamentais para a revitalização da economia?

    Tudo isto são perguntas que têm várias respostas diferentes.

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