Pescadinha de Rabo na Boca.

Stiglitz considera que “a economia europeia se arrisca a entrar de novo em recessão devido aos cortes na despesa que os governos estão a realizar para reduzir os seus défices orçamentais” ou “cortar, com ou sem vontade, nos investimentos de alta rendibilidade apenas para fazer com que os números do défice pareçam melhores é realmente um disparate”.

Não sou economista nem entendo nada de economia, no entanto sou um atento cidadão com os impostos em dia o que me permite dizer alguma coisa sobre o assunto.

Cortar na despesa publica para artificialmente baixar o deficit é uma asneira e das grandes, se deixar-mos de investir deixamos de fazer “circular o dinheiro”, deixamos de criar riqueza e cobrar impostos sobre essa “circulação”, ora, se temos menos impostos mais precisamos de cortar no investimento publico para atingir essa meta dos 3%, ora, se cortarmos ainda mais no investimento publico mais desemprego criamos, mais subsidio de desemprego e outras ajudas sociais temos de dar, mas como estamos a cortar também nas despesas sociais vamos deixar de pagar essas prestações, como já não bastasse pelo desemprego existe menos dinheiro a circular internamente, o que vai fazer com que a economia interna faça menos negócio, fazendo menos negócio cria menos riqueza e menos impostos, ou seja:

MENOS INVESTIMENTO CRIA MAIS DESEMPREGO, CRIA MENOS RIQUEZA E CRIA MENOS IMPOSTOS, COMO SE TEM DE ATINGOR ARTIFICIALMENTE UM DEFICIT ABAIXO DOS 3% VAMOS AINDA CORTAR MAIS NAS PRESTAÇÕES SOCIAIS FAZENDO COM QUE AINDA MENOS DINHEIRO CIRCULE, FAZENDO COM QUE NÃO SE CRIE RIQUEZA E POR CONSEGUINTE AINDA MENOS IMPOSTOS, MENOS IMPOSTOS SOBRE MENOS IMPOSTOS MAIS CORTES, E LEVANDO ISTO AO EXTREMO, O DESAPARECIMENTO DO ESTADO.

Alguém dá uma “receita” para este problema? É que todos dizem que é necessário cortar e não investir, mas ninguém ainda disse como é que se sai desta situação critica, todos dão “receitas” mas ninguém diz quando e como saímos desta crise.

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Sobre Elisiário Figueiredo

Camaradas...! Eh, camaradas...! ouvi, Que vou dizer-vos quem sois, Pois vou dizer-vos quem sou.
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8 respostas a Pescadinha de Rabo na Boca.

  1. Tonibler diz:

    Elisiário,

    Como sou um gajo que é cientista em “part-time”, a minha forma de pensar obriga-me sempre ao seguinte: “Os pressupostos de que estou a partir estão certos? De certeza?” Se sim, permito-me continuar o raciocínio. Senão, vou ver onde estão errados e reformulo o problema.

    “se deixar-mos de investir deixamos de fazer “circular o dinheiro””
    -mos, quem? Nós todos? Ou o estado por nós? Esta é uma pergunta que um espertalhão que recebe balúrdios de estados como o Stiglitz não faz porque não lhe interessa, mas a resposta é fundamental e é óbvia. Claro que se deixarmos de investir o dinheiro para de circular, mas quando é que isso aconteceu? Quando é que o dinheiro parou de circular em tempo de paz? E foi preciso ser o estado? Não foi. O facto do estado não investir não quer dizer que não haja investimento e, mais, melhor investimento porque as pessoas são direccionadas a trabalhar onde o país tem mais interesse. E isto anula todo o raciocínio que vem a seguir. Escusava de ter escrito tanto…

  2. Quando aconteceu? o camarada vive onde em Marte? se está referir-se à iniciativa privada esta também não investe, além de não terem dinheiro não têm onde o ir buscar, os bancos não têm dinheiro logo não emprestam, e quando emprestam os juros são tão altos que tiram qualquer hipótese de fazer negócio.
    Não olhe para o seu sector, olhe para um todo, o comércio está de rastos, a industria da restauração está de rastos, industrias tradicionalmente portuguesas, como texteis e confecções desapareceram, o calçado que chegou a contribuir com algum significado para as exportações e que era considerado dos melhores do mundo, chegando a ombrear com os Italianos, quase desapareceu, é este o panorama, agora se quer “tapar o Sol com a peneira” e invocar estratégias gastas de menos estado mais iniciativa privada quando na realidade ela não existe, tudo bem.
    O Estado tem o dever e obrigação de movimentar industrias que representam grande parte do nosso PIB, sim é verdade, estou a falar da construção, estou a falar da Mota/Engil da Soares da Costa e de outras que vivem à custa da obras publicas, pois possuem e movimentam grande quantidade de trabalhadores, assim como não podemos esquecer que grande parte dos negócios efectuados por estas empresas são no estrangeiro, em Angola, Moçambique, Argélia, Niger, Arábia Saudita, Emirados Arabes Unidos e até nos EUA, eu sei que vai já falar no Jorge Coelho e em não sei mais quem.
    O que eu gostaria de ver era alguém dizer; faz-se isto e o resultado vai ser aquilo e daqui a X anos estamos com as contas publicas em ordem e temos um pais com pleno emprego onde a grande maioria vive bem, mas não, sou vejo dizer que assim não assim vamos ao fundo.
    Quanto a soluções, nada.

  3. Tonibler diz:

    Já lhe dei a solução. Não posso é dar óculos. Se esse caminho foi exactamente a cagada que nos trouxe aqui e você ainda acha que tem razão, que é que quer que lhe diga?

  4. Quero uma solução, o camarada só diz que a culpa é dos socialistas e blá blá blá os socialistas…

    Os governos em Portugal têm como obsessão o deficit, nem o conseguem fazer baixar nem fazem mais nada, é assim à mais de 30 anos.

  5. Camarada Elisiário,
    a solução não pode ser aquilo que nos levou aqui. É tão obvio que dá para pensar se o postas-de-pescada Stiglitz não virá a pertencer em breve, também, aos quadros da Mota-Engil.
    Os métodos do pós-guerra já não vingam. Estão esgotados e são desadequados face à nova realidade das economia mundial.
    E sim, os socialistas, têm sido os aldrabões que se têm utilizado destas politicas, quase sempre para se servirem a si próprios em detrimento das reais necessidades sociais. I

      • Muito simples:
        1. que os Estado se concentre no seu “core business”: Justiça, Segurança, regulação, educação e saúde;
        2. que os privados possam, por desenvolvimento através de empreendorismo, entregar à sociedade tudo aquilo que ela necessita para seu bem estar.
        os serviços para o ponto 1, têm que ser profissionais…têm que ter níveis de serviço mínimos, não pode ser esta pouca vergonha que temos assistido. Por exemplo: hoje o palerma do ministro da defesa já estaria demitido por INCOMPETÊNCIA! O próprio PS deveria reclamar isso automaticamente.

  6. Tonibler diz:

    Elisiário,

    Já existia economia antes de existir estados. O ser humano forma naturalmente ligações económicas, trocas de trabalho, porque esse é o seu instinto social, mas só as forma se sentir a necessidade de o fazer. Quando o estado inunda a sociedade de dinheiro, ele condiciona a formação de ligações económicas dando a falsa impressão de que estas estão formadas. O problema é que é apenas dinheiro, não há uma real troca de trabalho. Quando o fluxo de dinheiro é interrompido, as ligações desaparecem e, sim, dá-se uma quebra económica. Agravada porque agora cada um dos cidadãos precisa de trabalhar mais para pagar o dinheiro que o estado gastou.
    Se não existir estado a inundar o sociedade de dinheiro, as pessoas não vão morrer à fome. As ligações económicas formam-se na mesma e a economia cresce. Mais cresce sustentada porque não depende da injecção de dinheiro. O estado deve garantir apenas que as pessoas não têm que matar para comer ou para sobreviver e que têm uma capacidade crescente de valorizar o seu trabalho.

    Esta solução não é minha. É do homo sapiens e tem alguns milhões de anos. Infelizmente apareceram os socialistas, republicanos e outras maelitas sociais….

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