Povo de parasitas

O português não é grande por uma razão muito simples – porque é pequeno! E é pequeno porque todos os parasitas têm que ser pequenos para que os hospedeiros não deêm por eles.

Esta notícia é bem reveladora disto. O rapaz têm, naturalmente, os seus méritos próprios e chegar onde chegou é bom para ele, de certeza. E deve orgulhar a sua família. Isso não está em causa. O que está em causa é a forma como este povo de parasitas vai a correr tentar tirar uma talhada do sucesso alheio para que seja também seu.

Eu não sei se o pessoal se deu ao trabalho de perceber que o sujeito em causa trabalha há mais de 10 anos em França e que tem 35 anos. O que significa que muito pouco, ou nada, da sua vida profissional foi feita cá. Na verdade, a notícia diz “nós somos uma merda porque quem é bom tem que ir ser bom para outro lado”. É isso que a notícia diz.

Mas o que o pessoal quer é retirar a sua talhadinha do sucesso dele. Por isso a única coisa que lê é “somos um sucesso à conta deste gajo”. Por isso os partidos de esquerda fazem tanto sucesso. Somos todos socialistas para que o dinheiro dos outros possa ser partilhado, mas não conheço nenhum socalista que diga que ele tem que ser um contribuinte líquido da sociedade que idealiza.

Na realidade, nunca vi um socialista a dizer que tem que contribuir mais. Só vejo gente a dizer que os ricos andam a comprar iates e a fugir ao fisco e a mandar dinheiro para os off-shores. Estão-se nas tintas que esse dinheiro, do qual querem tirar a sua talhada, tenha sido ganho honestamente ou não. O que interessa é que lhes está a fugir (na perspectiva deles) das mãos deles embora nada tenham feito para o ganhar ou proporcionar. Da mesma forma que nada fizeram para que o Felipe Batista fizesse a sua carreira cá.

Mas que estão prontinhos para sugar o sucesso alheio, ui… O rapaz (porque tem menos 10 anos que eu) até se vai sentir lisongeado e com algumas saudades de casa, o que vai facilitar a vida aos parasitas. Pelo menos até descobrirem um gajo qualquer numa universidade dos Estados Unidos ou numa empresa japonesa para irem roubar mais um bocado.

Claro que se forem perguntar a esta gente “Então e quando é que é a tua vez de nos dares uma talhada do teu sucesso?”, vem a mesma coisa que vem quando alguém lhes diz que eles são ricos e devem contribuir: Vai pedir a outro, porque eu sou pobre! A razão é muito simples: quanto menor for o parasita, mais sucesso tem a sugar.

Sobre Tonibler

Um vintém será sempre um vintém, um cretino será sempre um cretino
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12 respostas a Povo de parasitas

  1. Com essa má opinião dos portugueses eu já cá não estava.

    Pessoalmente gosto de saber do sucesso das pessoas, não tenho inveja e julgo que a maioria dos portugueses também não tem, sou daqueles que pensa que os próprios insucessos são fruto do mau trabalho assim como o sucesso são fruto do bom trabalho, admiro as pessoas que lutaram por um projecto, que o conseguem por em pé, e mais difícil, conseguem mantê-lo e alarga-lo, admiro bastante pessoas com iniciativa, que correm riscos, que não ficam à espera do fim do mês, hoje mais à espera do fim do ordenado, que lutam e criam emprego e que cada vez que contratam uma pessoa para trabalhar aumentam as suas próprias responsabilidades, admiro bastante a iniciativa privada, mas agora pergunto eu, o que tem isto a ver com os iates, com contas off shore ou com fuga ao fisco? ou será que me quer dizer que todos aqueles que têm iniciativa são maus contribuintes? eu pessoalmente acho que não, que existe de tudo, os bons, o maus e os assim assim, mas isto não tem nada a ver com inveja, ou “olho gordo” tem a ver com sentido patriótico, é avida, é assim os países vivem dos impostos dos contribuintes e quem apresenta “sinais exteriores de riqueza” e não paga impostos?!?! é como o povo diz “Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem”.

    Só mais uma coisa, não penso tão mal dos portugueses, senão… já cá não estava.

  2. Tonibler diz:

    Isso não vende jornais, Elsiário. Aquilo que ali está não é admiração pelo sucesso de alguém, é procurar uma fatia do sucesso alheio sem nada ter feito por isso. É uma cena que se repete várias vezes ao ano. E tem tudo a ver com a questão dos impostos porque todos os sinais exteriores de riqueza, a não ser que sejam dinheiro líquido, pagaram mais impostos que tudo aquilo que o camarada consumiu. Porque é que não acha justo que seja o seu consumo a pagar mais impostos, uma vez que pagou menos?

  3. Rendimento camarada, rendimento.

    No consumo pagamos todos o mesmo, o camarada vai comprar um LCD paga de impostos o mesmo que o Sr. Belmiro paga, onde não pagam o mesmo é no rendimento, tá claro isto no caso de declararem o que realmente ganham, e aqui é que está o busílis da questão, “Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem”.

  4. Tonibler diz:

    Rendimento deriva de trabalhar melhor que eu. Fazer o quê?

    Mas como o Belmiro tem sinais exteriores de riqueza ele vai compar um LCD muito maior que o meu (que, por sinal, só uso no trabalho). Logo paga mais impostos que eu. Claro se pensar que os outros é que são ricos, aí digo que ele é que devia pagar mais impostos. Mas já paga…

    Já agora, camarada, não acha que o seu LCD é um sinal exterior de riqueza para alguém? Porque não paga mais impostos para esse alguém?

  5. Mas eu pago mais impostos do que alguém, pago quando consumo, e eu consumo mais do que “alguém” e pago mais fruto do meu trabalho porque ganho mais do que “alguém” e como trabalhador por conta de outrem não posso fugir ao fisco, já o meu patrão pode fugir, declara o ordenado mínimo nacional e como “sinais exteriores de riqueza” tem, além da casa com piscina em 3500 metros quadrados, um BMW série 7 um belo de um iate e o filho anda de Mercedez SLK e tem bolsa de estudo.
    É caso para dizer e esta hém!!!

  6. Tonibler diz:

    Tudo isso pagou 60% de imposto. Explique-me lá que mais ele devia ter pago, que é para fazermos também o abate ao seu rendimento face a “alguém”.

  7. Devia pagar os impostos correspondentes ao rendimento real.

    Diga-me como é que um gajo que tem de rendimento 475 euros compra um iate de 200.000 euros? ou um carro de 100.000?

    “Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem”.

  8. Tonibler diz:

    Quer dizer, não pagou 42% e foi pagar 60%. É isso que é injusto? Sabe a diferença, Elisiário? A diferença é que pagou 60% e fez trabalhar mais uns quantos sujeitos que precisam de trabalho ao comprar essas merdas. Se pagasse os 42% iam todos para o cú do Pinóquio. Por isso, devia admirar o homem como um patriota.

  9. cmonteiro diz:

    Tu entraste em loop, definitivamente..

  10. Tonibler diz:

    A história da talhada afectou-te…

  11. cmonteiro diz:

    Não li. Honestamente. Vi a coisa na transversal e reparei que era mais do mesmo.

  12. cmonteiro diz:

    transversal ou diagonal?… sei lá.

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