O meu partido

Sobre Tonibler

Um vintém será sempre um vintém, um cretino será sempre um cretino
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17 respostas a O meu partido

  1. Sérgio Pinto diz:

    Boa escolha, nada como apoiar organizações com um passado recheado de ‘sucessos’…

    • No nosso caso há muito a agradecer.

      Neste tema, estou do lado do Tonibler. Também eu, há muito que o digo, defendo a vinda do FMI a Portugal. Não tenho qualquer problema em admiti-lo. Aliás, essa treta de mencionar o FMI dos anos 70 e 80 é uma falácia de todo o tamanho. O FMI actual é de outra estirpe.

      Vendo bem as coisas, a própria existência da moeda única destruiu grande parte das ferramentas de intervenção do FMI – desvalorização da moeda…

      Já agora, Sérgio Pinto: sabia que o bicho, o monstro, o mauzão FMI interveio, em duas ocasiões (o tempo que as separa, não tenho a certeza, deve prefigurar um recorde qualquer), em Portugal, não sabia? Olhe, ainda sofremos de tanta maldade cometida por eles… Not!

      • Sérgio Pinto diz:

        Sim, Insurrecto, sabia. Porquê, achava que me estava a dar uma enorme novidade, era?

        Já o insurrecto poderia poupar-se a falar de falácias quando é evidente que não exactamente o que está a mencionar. Pode, sei lá, recuar até 2002 para ver o que eles diziam da Argentina poucos meses antes de aquilo estoirar. E a Letónia só torrou entre um quarto e um quinto do PIB num só ano, não foi? E sabe a que ano me estou a referir? Pois.

      • Sérgio Pinto, o caso da Argentina é enganador. Basta o meu amigo informar-se da canalhice que a actual presidente tem feito. O FMI tem certamente, já o admiti, vários casos negros na história das suas intervenções, mas nós temos pouca queixa do FMI, se é que tal queixa pode sequer existir, sendo bem fundamentada.

      • Tonibler diz:

        Sérgio,

        Mas Portugal vai torrar outro tanto do PIB, seja com FMI, seja sem.

  2. Tonibler diz:

    Pois, há algumas organizações mais modestas que não podem almejar o sucesso que um PS ou de um PSD trouxeram a Portugal.

    • Sérgio Pinto diz:

      Portanto, há a esperança de que, mesmo sabendo que fazem merda, possam fazer uma merda ligeiramente menor que a do PS e PSD, é isso? Bom futuro nos agurda…

  3. Aqui em Inglaterra, nomeadamente na London School of Economics, Portugal é a chacota das conversas cujo tema é política internacional. Eu bem tento remediar a situação – tarefa hercúlea – mas não dá. Todos se riem com a presença de dois partidos da extrema-esquerda no Parlamento. Bem, tenho de admitir que tal facto, muito triste e indicador do tipo de mentalidade que por aí serpenteia, também me faz rir.

    Abraços,

    • Sérgio Pinto diz:

      Tem razão. Já a presença de nazis nos parlamentos inglês, francês e alemão deve ser motivo de regozijo. E de progresso civilizacional.

      De facto, deve ser mesmo à conta da “extrema esquerda” que chegámos onde estamos. Afinal, foram eles que estiveram no governo.

      • Certamente não é, muito pelo contrário. Espero que não esteja a imputar-me qualquer simpatia pró-Nazi. Apareça, se tal não o incomodar, pelo meu blogue, e clique no marcador “Reino Unido”. O meu “combate”, o da minha família, não é por palavras, é mesmo com sangue e suor. Sou dos mais acérrimos anti-nazis que existem, dentro do possível, até porque sou um gajo novo. Não vá por esse caminho. É feio, é enganador e, acima de tudo, é falso.

        Só uma pergunta: nazis no parlamento inglês? Está a referir-se a quem? A Oswald Mosley? Ele, de facto, foi MP, mas não por qualquer plataforma fascista ou nazi, mas pelo Partido Conservador. E, como saberá, quando Sir Oswald Mosley se revelou, foi corrido do Partido Conservador.
        Ou estará a referir-se ao BNP? Sim? Esses não estão no parlamento.

        Procure pelos efeitos do PREC na economia Portuguesa e, especialmente, nas contas públicas. O Estado Novo tinha pouco de sensível, mas deixou as contas públicas em ordem.
        O Sérgio Pinto deve ser dos que considera rígido o actual código laboral. Claro, estamos somente no lugar 117, isto num universo de 140 países. Atrás desse grande paraíso neo-liberal, de nome Zimbabwe.

      • Além do mais, sendo eu português, qual a razão que me levaria a discutir, com os meus colegas, algo que envolva nazis em parlamentos europeus? É lógico que a conversa se centre em Portugal.

        Porém, fica anotado no meu moleskine. Próxima conversa, de forma a satisfazer o Sérgio Pinto: ressurgimento da extrema-direita na Europa, nomeadamente nos países nórdicos.

        Fica aqui garantido a pluralidade do debate.

        Abraço

      • Ups, aqui estou eu, mais uma vez.

        Debater a extrema-direita portuguesa seria enclausurar o debate a meia-dúzia de broncos carecas que gostam de desfilar com a imagem do merdoso Rudolf Hess.

        Acha que algo de interessante adviria dessa conversa/debate? Não? Já somos dois, então.

  4. Sérgio Pinto diz:

    Insurrecto, a ver se desta vez consigo ser mais claro.

    Não, evidentemente que não estava a apontar-lhe simpatias neonazis (nem há indícios disso no que escrevi, parece-me). Estava a apontar-lhe o absurdo de alguém se rir de parlamentos com partidos de ‘extrema esquerda’ (dos quais um deles nunca demonstrou qualquer apoio a regimes ditatoriais) quando tem na própria casa lixo neonazi. Quanto ao RU tem razão, só contribuíram com neonazis para o Parlamento Europeu, não a nível nacional (e estava mesmo a pensar no Nick Griffin). E, naturalmente, não tenho pretensões a ditar a sua agenda. Você falará sobre o que muito bem entende, e eu também.

    Há aí um salto quântico para a legislação laboral e o Zimbabwe (que, ‘por acaso’, não me merece simpatia, mas adiante, que isso não interessa). Seguramente, não serei dos que acha que os problemas do país se resolveriam simplesmente por escancarar a porta aos privados na saúde e educação, oferecendo o bónus adicional de poder despedir sem entraves.

    Entretanto, reserve as gargalhadas com os seus amigos nativos para quando o brilhante plano do Cameron começar a ‘surtir efeito’.

    • Ok, o facto de o BNP estar presente no Parlamento Europeu é, como sabe, uma resposta de determinados segmentos da população britânica euro-céptica. Aliás, é sabido que costuma ser a Direita a conquistar mais deputados para o PE, precisamente devido ao facto de determinadas sectores da população recearem maior controlo por parte de uma organização externa, não-soberana.

      Sobre o apoio de determinados partidos a regimes ditatoriais, não sei se o PCP encaixaria nesse plano, digamos, democrático. Álvaro Cunhal deixou claro o que pretendia para Portugal, assim como que tipo de regimes, e intervenções, que apoiava. E Francisco Louçã, apesar de criticar o regime vigente em Cuba, nunca o fez em relação a Fidel ou ao seu famigerado “parédon”.

      Sobre o plano de David Cameron (no qual não votei, já agora, tendo votado nos Liberais, sendo que o voto saiu furado…), penso ser justo reconhecer que o plano de austeridade da coligação foi demasiado longe. Todos sabíamos que ele ia cortar (o Partido Trabalhista também o ia fazer), mas não tanto.

      Tudo bem entre nós, obviamente.
      Abraço

  5. Sérgio Pinto diz:

    Tonibler,

    Não torrará 1/4 do PIB, mas arriscas-te a estar a olhar para (mais) uma década perdida.

    Entretanto, também convinha que nos fôssemos lembrando que parte da culpa não é nossa e vem da forma como a UE está organizada.

    • Tonibler diz:

      Perdão???? Como o quê? Podíamos estar a chamar cubanos colonialistas ao alemães para nos pagar as merdas como faz o AJJ se a UE estivesse organizada de outra forma, era?

      Estoiramos o dinheiro que não tínhamos em nome de ideologias balofas e teorias económicas da treta. No que é que a organização da UE nos poderia ajudar? Só se fosse a impedir que gastássemos…

  6. Sérgio Pinto diz:

    Insurrecto, não vejo exactamente em que é que a Presidente actual justifica qualquer erro cometido há quase uma década…

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