Marketing caridoso.

O azeite “Gallo” e o óleo “Fula” patrocinam uma campanha em que por cada garrafa vendida 25 cêntimos revertem para instituições de solidariedade social, iniciativa meritória pensam alguns, mas será assim tão meritória? Será que não é mais uma iniciativa do “new marketing”?

O preço de um produto é constituído pela soma de várias parcelas onde o marketing está incluído, então ficámos a saber que a parcela que o azeite “Gallo” e o óleo “Fula” têm para marketing são os tais 25 cêntimos. Aquilo que estas duas marcas anunciaram como medida altruísta não é mais do que marketing escamoteado, reuniram todas as redacções de jornais, rádios, revistas e Tvs, anunciaram a medida, a mensagem passou para o publico com a menção “em roda pé” que é – para os pobrezinhos – e desata tudo a comprar azeite “Gallo” para regar o bacalhau ou óleo “Fula” para fritar as Filhós.

Este tipo de marketing só tem consequências negativas, em primeiro porque aquilo que é uma obrigação do estado, cuidar dos mais desvalidos, está a ser passado para o sector empresarial, segundo porque o marketing tem uma industria adjacente que ficou privada de uma verba substancial que nos dias que correm é fundamental para a sua sobrevivência, além de que este dinheiro não gera riqueza, não cria mais valias e não gera receita para o estado, uma bola de neve.

Sobre Elisiário Figueiredo

Camaradas...! Eh, camaradas...! ouvi, Que vou dizer-vos quem sois, Pois vou dizer-vos quem sou.
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12 respostas a Marketing caridoso.

  1. Tonibler diz:

    Mas que post tão liberal…

  2. Tonibler diz:

    Na realidade, os gajos dos óleos estão a fazer aquilo que lhes dá na telha. Se venderem mais a dar dinheiro aos inválidos do comércio, bom. Senão, tivessem melhor percepção. O seu dever é comprar o óleo que lhe apetece.

  3. Camarada, não é nada disso, o que está em causa é a imagem altruísta que querem passar, quando de facto tudo isto não passa de uma acção puramente de “new marketing” bem montada .

    • cmonteiro diz:

      Oh camarada Elisário, mas eles estão a ser altruístas no fim de contas, mas se o camarada prefere que eles entreguem o dinheiro aos accionistas…

      Puxa, este post saíu-lhe mal como o caraças!

  4. Tonibler diz:

    Não deixa de ser altruísta. Entregar o dinheiro a uma instituição em vez de entregar a uma empresa de marketing, não deixa de ser altruísta. A minha empresa vai fazer a mesma coisa, as prendas de natal vão todas para associações, já o ano passado foi assim.

    • Não é a mesma coisa, o camarada decidiu entregar prendas ou dinheiro, tanto faz, a uma ou várias instituições, mas não chamou a imprensa em peso para o anunciar, não vai tirar dividendos económicos dessa sua medida, por isso a sua decisão é uma decisão altruísta e que é de louvar.

      • Tonibler diz:

        Claro eu vou. Tal como as empresas de óleo tiram dividendos de ajudar os outros. Aliás, há corja que tira mais dividendos com a desculpa de que anda a ajudar os outros que o estado português? Pelo menos estas associações ajudam mesmo…

  5. C. Monteiro

    Eu não estou contra o altruísmo das empresas, o que estou é contra acções de marketing disfarçadas, tipo: eles são tão bonzinhos até ajudam os pobrezinhos, quando na verdade se servem da época natalícia e dos média para venderem mais uma garrafitas de óleo ou azeite.

    Isto é perverso, ai é é!

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